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Publicado em 20/06/2018 à 01:06:00
Por: Camila Costa da Cunha
Pesquisa em águas profundas
Projeto da UFSC em parceria com o Observatório Nacional monitora as atividades sísmica no leito oceânico da Bacia de Campos

  Um projeto pioneiro de mapeamento da atividade sismológica no Atlântico Sul está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina com apoio da Fapeu. Financiado pela Petrobras com um orçamento de R$ 7,5 milhões, o estudo tem como principal objetivo verificar a magnitude e frequência de microssismos em águas profundas na costa dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O conhecimento obtido irá agregar valor a projetos de implantação de infra-instrutoras submarinas pela estatal petrolífera. 

A pesquisa tem como parceiro o Observatório Nacional (ON), uma das mais antigas instituições brasileiras de pesquisa, criado em 1827 pelo imperador Dom Pedro I e hoje vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Ao longo de 12 meses, uma equipe de nove pesquisadores da UFSC e do Observatório fará três viagens à Bacia de Campos para instalar os equipamentos, fazer sua manutenção e coletar os dados obtidos. Também colaboram com o projeto os professores Michel Michaelovitch de Mahiques, da USP (Universidade de São Paulo), especialista em sedimentologia marinha, e Gilmar Vital Bueno, da Universidade Federal Fluminense (UFF), especialista em Estratigrafia e Geologia do Petróleo. 

“Nosso trabalho é focado em apresentar soluções concretas para a indústria nacional”, informa o coordenador do projeto, Antonio Henrique da Fontoura Klein, professor do Programa de Pós-Graduação em Oceanografia (PPG- -Oceano) da UFSC, criado em 2015. Ele lembra que, por causa da carência de recursos dos órgãos de fomento, a maior parte das pesquisas oceanográficas no Brasil têm se concentrado na região costeira. Poucos trabalhos se dedicam à região de águas mais profundas, que demanda investimentos elevados, e este é o grande diferencial do projeto. “Esperamos que ele nos abra as portas para darmos continuidade ao estudo em outras bacias”, diz o professor. Também são responsáveis pelo projeto os professores Sérgio L. Fontes (ON) e Antonio F.H. Fetter (UFSC).

Laboratório gigante

 O Brasil possui 29 bacias sedimentares com interesse para pesquisa de petróleo e gás, com 7,2 milhões de km², mas apenas um pequeno percentual dessas áreas está sob contratação para as atividades de exploração e produção, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Bacia de Campos é a principal área já explorada da costa brasileira. Ela se estende por aproximadamente 100 mil km² – equivalente a pouco mais que o território de Portugal, das imediações de Vitória (ES) até Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio de Janeiro. 

Desde 1974 a Petrobrás explora petróleo em escala comercial na Bacia de Campos, que tem servido de laboratório para testes de tecnologias inovadoras. Em 1984 a companhia descobriu o primeiro campo gigante de petróleo em águas profundas, Albacora. Mais tarde encontrou os de Marlim, Roncador, Barracuda e Caratinga. Outros campos de grande porte foram descobertos na parte norte da bacia, no litoral capixaba: Jubarte e Cachalote, em uma área que ficou conhecida como “Parque das Baleias”.

 

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