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Publicado em 24/05/2020 à 02:05:49
Por: assessoria
Ciência, tecnologia e educação a favor da saúde
Plataforma desenvolvida na UFSC capacita a distância profissionais e estudantes do Brasil e do exterior há mais de duas décadas

A redução do número de pessoas que têm HIV sem saber, a conscientização sobre o uso da camisinha e o tratamento precoce são alguns dos desafios que o Brasil tem pela frente para atingir a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de acabar com a epidemia da Aids até 2030. E a plataforma Telelab, desenvolvida pelo Departamento de Análises Clínicas (ACL) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) faz parte dessa estratégia. 

“As diretrizes adotadas pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) para atingir as metas do Ministério da Saúde e da OMS estão ancoradas numa política de educação permanente e desafiadora”, comenta a professora Lucy Maria Bez Birolo Parucker, coordenadora do projeto. “Utilizando o Telelab como ferramenta de ensino a distância, o ministério vem capacitando diversos profissionais da área da saúde nos mais remotos locais do Brasil e mesmo no exterior”, acrescenta.

O Telelab como sistema de educação começou em 1997 já na forma de projeto vinculado à UFSC e com o gerenciamento da Fapeu, sendo coordenado inicialmente pela professora Maria Luiza Bazzo e, posteriormente, pelo professor Luiz Alberto Peregrino Ferreira. A partir de 2008, outros dois projetos foram desenvolvidos nessa parceria, e a fase atual representa o terceiro nesse modelo, destinado principalmente à criação, manutenção e atualização da plataforma na internet.

Os resultados apresentados pelo Telelab desde o início de sua parceria com a UFSC mostram que este programa de extensão universitária vem ultrapassando todas as metas idealizadas. Desde sua introdução na rede mundial de computadores, em outubro de 2012, o número de acessos ao portal foi superior a 45 milhões com a presença de mais de 1 milhão de usuários e realizada a certificação de mais de 400 mil alunos nos cursos massivos on-line (MOOCs), principalmente profissionais e estudantes de graduação na área da saúde. O portal pode ser acessado em https://telelab.aids.gov.br/

Perfil

Dentre os usuários cadastrados na plataforma, destacam-se profissionais da saúde, estudantes e professores. A análise da escolaridade indica que o maior número de inscritos possui nível superior, porém esse nível varia desde ensino fundamental até pós-graduação. 

Os acessos realizados foram a partir de desktop em 66,70% das sessões, em 31,83 % de smartphones e 1,47% de tablets. Nos últimos tempos, no entanto, observou-se uma nova tendência, com mais de 50% dos novos usuários realizando as conexões por meio de smartphones.

Ao considerar-se o período de abrangência mundial das sessões, observa-se que a maioria é no Brasil (cerca de 98%) e as demais distribuídas por vários países, como Estados Unidos, Moçambique, Angola, Portugal, Reino Unido, Bolívia, Índia, Paraguai e Holanda, entre outros. Embora o conteúdo disponibilizado seja apenas em Língua Portuguesa, o Telelab chegou a mais de 100 países, segundo os dados de acesso.

“A disponibilização e a manutenção do Telelab, assegurada com esse projeto, suprem as necessidades de capacitação em todo o território nacional e a sua constante adequação dos conteúdos assegura a educação continuada com baixo custo, além de tornar viável a implantação de políticas públicas de saúde de combate a epidemias, como a da Aids, e possibilitar a formação visando à prevenção de ISTs/Aids e hepatites virais numa esfera global”, destaca a coordenadora.


Telelab integra estratégia para atender meta da OMS


A redução do número de pessoas que têm HIV sem saber, a conscientização sobre o uso da camisinha e o tratamento precoce são alguns dos desafios que o Brasil tem pela frente para atingir a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de acabar com a epidemia da Aids até 2030. E a plataforma Telelab, desenvolvida pelo Departamento de Análises Clinicas (ACL) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) faz parte dessa estratégia. 


“As diretrizes adotadas pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) para atingir as metas do Ministério da Saúde e da OMS estão ancoradas numa política de educação permanente e desafiadora”, comenta a professora Lucy Maria Bez Birolo Parucker, coordenadora do projeto. “Utilizando o Telelab como ferramenta de ensino a distância, o ministério vem capacitando diversos profissionais da área da saúde nos mais remotos locais do Brasil e mesmo no exterior”, acrescenta. 

O Telelab como sistema de educação começou em 1997 já na forma de projeto vinculado à UFSC e com o gerenciamento da Fapeu, sendo coordenado inicialmente pela professora Maria Luiza Bazzo e, posteriormente, pelo professor Luiz Alberto Peregrino Ferreira. A partir de 2008, outros dois projetos foram desenvolvidos nessa parceria, e a fase atual representa o terceiro nesse modelo, destinado principalmente à criação, manutenção e atualização da plataforma na internet. 

Os resultados apresentados pelo Telelab desde o início de sua parceria com a UFSC mostram que este programa de extensão universitária vem ultrapassando todas as metas idealizadas. Desde sua introdução na rede mundial de computadores, em outubro de 2012, o número de acessos ao portal foi superior a 45 milhões com a presença de mais de 1 milhão de usuários e realizada a certificação de mais de 400 mil alunos nos cursos massivos on-line (MOOCs), principalmente profissionais e estudantes de graduação na área da saúde.

Perfil

Dentre os usuários cadastrados na plataforma, destacam-se profissionais da saúde, estudantes e professores. A análise da escolaridade indica que o maior número de inscritos possui nível superior, porém esse nível varia desde ensino fundamental até pós-graduação. 

Os acessos realizados foram a partir de desktop em 66,70% das sessões, em 31,83 % de smartphones e 1,47% de tablets. Nos últimos tempos, no entanto, observou-se uma nova tendência, com mais de 50% dos novos usuários realizando as conexões por meio de smartphones.

Ao considerar-se o período de abrangência mundial das sessões, observa-se que a maioria é no Brasil (cerca de 98%) e as demais distribuídas por vários países, como Estados Unidos, Moçambique, Angola, Portugal, Reino Unido, Bolívia, Índia, Paraguai e Holanda, entre outros. Embora o conteúdo disponibilizado seja apenas em Língua Portuguesa, o Telelab chegou a mais de 100 países, segundo os dados de acesso.

“A disponibilização e a manutenção do Telelab, assegurada com esse projeto, suprem as necessidades de capacitação em todo o território nacional e a sua constante adequação dos conteúdos assegura a educação continuada com baixo custo, além de tornar viável a implantação de políticas públicas de saúde de combate a epidemias, como a da Aids, e possibilitar a formação visando à prevenção de ISTs/Aids e hepatites virais numa esfera global”, destaca a coordenadora.



Cursos sobre diagnósticos são os mais procurados

Entre as capacitações oferecidas desde 2013, na atual fase do Telelab, o maior número de usuários com certificação foi observado no curso “Diagnóstico de HIV” (77.252), seguido por “Diagnóstico de Hepatites Virais”, com 76.028; e por “Diagnóstico de Sífilis” (68.335). Dentre os cursos mais recentes na plataforma, destacam-se os cursos de “Infecções Sexualmente Transmissíveis – Cuidados na Execução dos Testes Rápidos”, “O Cuidado Integral da PVHIV na Unidade Básica de Saúde” e de “Doença Falciforme – Conhecer para Cuidar”, que certificaram nesse período, respectivamente, 13.773, 10.891 e 20.064 usuários da plataforma. 

Embora os acessos em maior número tenham sido realizados nos estados brasileiros mais populosos, como São Paulo e Minas Gerais, as maiores taxas de sessões por 100 mil habitantes foram observadas no Tocantins, Distrito Federal, Roraima, Sergipe, Amapá e Rondônia. A grande maioria dos acessos ocorre nos estados brasileiros, porém são registrados acessos em vários outros países, como os Estados Unidos com 46.950 acessos (8.369 usuários), mesmo sendo em Língua Portuguesa.

A duração média dos acessos ao Telelab é de 11 minutos e 31 segundos. Dentre os usuários, cerca de 60% são pessoas que retornaram à página e 40% foram de novos usuários com permanência de 10 a 30 minutos. “Os novos cadastros mostram que a necessidade dos conteúdos ainda é crescente, assim como é crescente o acesso ao portal, tanto para visualizações quanto para cadastros. A duração média do total de páginas visualizadas por sessão indica acesso de indivíduos com tempo suficiente para leitura e estudo do conteúdo, demonstrando ser, esse material, importante ferramenta de ensino a distância”, afirma a professora Lucy Parucker, coordenadora do projeto.

Acessos

Diariamente, em torno de mil usuários estão ativos no portal Telelab. Entretanto, em muitos dias de 2019, o número foi superior a 2.500 usuários/dia. “O projeto revela que existe uma demanda para esse formato de educação, que utiliza uma linguagem acessível e resguarda o rigor científico da informação. O acesso é livre de trâmites burocráticos e totalmente gratuito, além de o usuário poder usufruir de um certificado chancelado pela UFSC e pelo Ministério da Saúde”, acrescenta a professora. 

Para ela, trata-se de um modelo consagrado e vitorioso, no qual o grande beneficiado é o usuário – e, consequentemente, a saúde pública. “A política adotada pelo Ministério da Saúde e implementada com os materiais instrucionais desenvolvidos e produzidos pela UFSC representa um grande avanço no sentido de promover melhorias nas ações de saúde e na qualidade de vida da população. Num país de dimensões continentais como o Brasil, a disponibilização desta ferramenta supre as necessidades de disseminação e constante atualização de conhecimentos”, define.

PROJETO: DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA, MULTIDISCIPLINAR, NA FORMA DE CURSOS DE CURTA E MÉDIA DURAÇÃO DIRIGIDA À ATUALIZAÇÃO MASSIVA DE PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO SUS, NA ÁREA DE DST/AIDS E HEPATITES VIRAIS / COORDENADORA: Lucy Maria Bez Birolo Parucker / parucker.bez@ufsc.br / UFSC / Departamento de Análises Clinicas / CCS / 10 participantes

(Esta reportagem integra a 12ª edição da Revista da Fapeu, que pode ser acessada na íntegra em https://is.gd/I37SH3/Fapeu)

 

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