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Publicado em 29/05/2020 à 08:05:03
Por: assessoria
Pioneirismo no diagnóstico de doenças de pele
Serviço on-line surgido no Centro de Ciências da Saúde da UFSC cobre 100% de Santa Catarina e já chega a outros estados do país

Surgido no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), um serviço pioneiro no país está levando a dermatologia e o diagnóstico de doenças da pele a um número cada vez maior de brasileiros. Depois de cobrir os 295 municípios catarinenses, hoje o programa de Teledermatologia já atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, na Bahia e prepara a entrada em outros estados.

O programa é resultado do projeto de “Implantação e Manutenção do Telediagnóstico em Dermatologia”, desenvolvido pelo Departamento de Saúde Pública do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A Fapeu é responsável pelos gerenciamentos financeiro e de recursos humanos do projeto, dando apoio técnico e legal para contratações de colaboradores, questões trabalhistas e outras”, observa a professora Maria Cristina Marino Calvo, docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e coordenadora do projeto.

A Teledermatologia faz parte do serviço de telediagnóstico, projeto regulamentado pelo Ministério da Saúde e que permite a médicos especialistas avaliarem exames e elaborarem laudos a distância. Em Santa Catarina, tudo ocorre via um sistema on-line desenvolvido pela UFSC: o Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessaúde (STT) no site www.telemedicina.ufsc.br. A Teledermatologia começou a ser implantada em Santa Catarina em 2008 a partir de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SC) e o Instituto Nacional de Convergência Digital, com protocolos criados pelo professor e médico dermatologista Daniel Holthausen Nunes. O serviço permaneceu como projeto-piloto até o ano de 2011. Em 2013, a partir de modelo definido pela SES-SC, a sua utilização no Estado foi regulamentada pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

E a partir de maio de 2018, por escolha do Ministério da Saúde, passou a atender outros estados brasileiros, dando início à fase de expansão nacional da Teledermatologia que resulta neste projeto atual juntamente com a Fapeu. Para os próximos dois anos, a meta é oferecer cobertura de, pelo menos, 90% dos municípios do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e da Bahia e ingressar em outras unidades da federação. “O projeto pretende levar a todos os municípios capacidade especializada para avaliação de lesões de pele, permitindo definir a sua gravidade e necessidade de encaminhamento adequado a seu tratamento”, conta a professora.

O principal diferencial desta forma de teledermatologia está na utilização de protocolos clínicos de registro fotográfico que possibilitam ao médico especialista descrever qualquer tipo de lesão (diferente de outros projetos mais recentes que se concentram apenas em alguns tipos), classificar o risco e, quando necessário, sugerir conduta clínica na Atenção Básica. “O modelo de teletriagem permite que o paciente conheça a gravidade de suas lesões de pele, reduzindo encaminhamentos desnecessários e, principalmente, priorizando os casos graves”, ressalta Maria Cristina Calvo, que coordena uma equipe de mais de 20 pessoas envolvidas na prestação do serviço, entre professores, dermatologistas e equipe da Fapeu.

Em março de 2019, o Teledermatologia alcançou a marca de 100 mil laudos. Somente em Santa Catarina em todo o ano de 2019 foram feitos cerca de 38 mil laudos. Deste total, 24,99% receberam classificação de risco Branca (lesão benigna de pele); 10,97%, Azul (sem necessidade de encaminhamento); 44,24%, Verde (encaminhamento do paciente a ambulatório conforme hipótese do especialista); 19,76%, Amarelo (encaminhamento com prioridade a ambulatório de referência); e 0,04%, Vermelho (encaminhamento a unidade de urgência e emergência).


Implantação


O modelo de telediagnóstico não consiste apenas na emissão de um laudo a distância. O processo também contempla diversas oficinas técnicas operacionais e de gestão. Nas etapas pré-implantação é dado todo o suporte aos municípios para organizarem o processo regulatório e estruturar o atendimento aos pacientes. “O principal avanço proporcionado por este sistema é a organização dos encaminhamentos da modalidade. As filas de espera diminuem significativamente e os encaminhamentos ficam mais qualificados”, constata a professora. E assim, tendo em mãos os números das doenças de pele mais recorrentes na região, a gestão municipal de saúde passa a planejar melhor a oferta especializada. Em resumo, todos ganham.

PROJETO: IMPLANTAÇÃO E MANUTENÇÃO DO TELEDIAGNÓSTICO EM DERMATOLOGIA NO PROGRAMA
COORDENADORA: Maria Cristina Marino Calvo / cristina.clv@gmail.com / UFSC / Departamento de Saúde Pública / CCS / Participantes: Mais de 20

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