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Publicado em 12/05/2021 à 01:05:49
Por: assessoria
Projeto estuda o acervo arqueológico da Fortaleza de São José de Ponta Grossa, em Florianópolis
O trabalho tem apoio da Fapeu e é viabilizado por recursos do prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura de 2019, financiado pelo Governo do Estado de SC por meio da Fundação Catarinense de Cultura

Um projeto de pesquisa desenvolvido pelo Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está esquadrinhando o acervo arqueológico da Fortaleza de São José de Ponta Grossa, localizada entre as praias do Forte e de Jurerê, no Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. O trabalho tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) e é viabilizado por recursos do prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura de 2019, financiado pelo Governo do Estado de SC por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).


“A Fapeu atua como gestora dos recursos advindos da FCC e promove as condições para a concretização do projeto, apoiando a equipe nos trâmites burocráticos atendendo as legislações específicas”, explica o arqueólogo Bruno Labrador Rodrigues da Silva, que é o coordenador do projeto “Fortalezas para Além as Muralhas: dos Fragmentos aos Monumentos”. As atividades começaram em janeiro de 2020 e serão finalizadas em junho deste ano. A elaboração e o desenvolvimento são realizados em uma parceria entre o setor de arqueologia do MarquE e a arqueóloga Ana Cristina de Oliveira Sampaio, que possui atuação profissional no campo da arqueologia histórica.

A publicação de um catálogo digital a ser disponibilizado gratuitamente a pesquisadores e ao público em geral é o objetivo final do projeto. A ideia é contextualizar artefatos e fragmentos descobertos, como faiança, grés, vidro e cerâmica, fivelas de cintos e sapatos, botões, munições de chumbo e pederneiras, estabelecendo origens, cronologias e contextos de produção.


Entre os fragmentos ou peças encontradas estão uma peroleira do século 18 de produção espanhola; um prato em faiança, português, também do século 18; uma malga em faiança fina, europeia, do século 19; uma fivela de faixa de sabre do uniforme oficial da alta hierarquia militar europeia, usada entre o final do século 17 e o início do século 19; balins de chumbo para armas com fecho de pederneiras, utilizados do século 18 até o começo do século 19; pederneiras em sílex para armas adotadas na Europa do século 18 até o começo do século 19 e botões em metal produzidos na Inglaterra entre o final do século 18 e o início do século 19.

 

Resultados

 
“Os resultados do projeto chamam atenção para a importância de trabalhar e divulgar os acervos dos museus, trazendo novas narrativas sobre os períodos históricos que eles representam. Essas narrativas complementam ou refutam uma história oficial, oferecendo outras perspectivas e abordagens para a historiografia de Santa Catarina”, observa o coordenador do projeto. “Sob o ponto de vista da educação patrimonial, os resultados do projeto enriquecem a visão e compreensão do público sobre a importância das fortalezas, que vão além dos seus aspectos arquitetônicos e paisagísticos. Já no campo da museologia, oferecem diversas possibilidades de projetos expográficos, dando sentidos e finalidade aos acervos, abarcando aspectos sobre o cotidiano compartilhado por diferentes grupos sociais que ocuparam essas fortificações”, acrescenta Bruno Labrador.

 
O projeto teve as primeiras etapas desenvolvidas no MArquE, com a triagem, análise e fotografia do material da Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Depois, devido à pandemia, o projeto teve de ser remodelado para atender ao isolamento social e o processo de pesquisa, como o levantamento de fontes bibliográficas e iconográficas, bem como a produção de textos e montagem do catálogo, é feito em home office. “Trabalhar com toda essa gama de possibilidades e resultados gera benefícios para a cidade de Florianópolis, enriquecendo não só projetos turísticos e de visitação das fortalezas, como também o papel dos museus universitários, como é o caso do MArquE. Da mesma forma, reforça o papel e a importância da arqueologia enquanto instrumento de conhecimento e educação, trazendo novas reflexões para a sociedade atual acerca do passado e as dinâmicas que o moldaram”, observa o arqueólogo.

 
Seis pessoas estão envolvidas no projeto: o coordenador e arqueólogo Bruno Labrador, a consultora arqueóloga Ana Cristina Sampaio, a arqueóloga Luciane Zanenga Scherer, a técnica de laboratório Ana Letícia Trivia, a ex-diretora do Museu Luciana Silveira Cardoso e o professor Rubens de Andrade, responsável pela revisão e arte final do catálogo - todos da UFSC, com exceção da consultora e de Rubens Andrade, que é da UFRJ. “Atuando em favor da preservação, da pesquisa, e da valorização de suas coleções, o MArquE segue promovendo a difusão do conhecimento arqueológico e histórico de Santa Catarina”, define o coordenador.

Fotos: Divulgação/ MArquE

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