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Publicado em 06/07/2023 à 01:07:36
Por: Assessoria de Comunicação
Estudo mapeia potencialidades e caminhos para o setor audiovisual de Santa Catarina
Pesquisa realizada entre os anos de 2019 e 2021 diagnosticou o segmento em termos econômicos e institucionais

Um estudo realizado entre os anos de 2019 e 2021 mapeou o setor audiovisual catarinense, levantando informações, analisando dados, identificando potencialidades, problemas e caminhos para o segmento. O projeto intitulado “Mapeamento e estudo audiovisual catarinense” foi patrocinado pelo Prêmio de Cultura Catarinense de 2019, lançado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), e contou com apoio da Fundação de Amparo à pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) na gestão dos recursos financeiros destinados ao projeto. “A Fapeu foi fundamental para administrar os recursos do projeto, interagir com a FCC e com a própria UFSC”, destacou a coordenadora do trabalho, professora Eva Yamila Amanda da Silva Catela.

 
“A ideia da pesquisa nasceu no contexto das tentativas recentes voltadas à construção de uma política pública audiovisual em Santa Catarina. Considerou-se, entre os envolvidos, ser pertinente um estudo que pudesse contribuir para a promoção do audiovisual catarinense. O objetivo era, primeiramente, avançar em conhecimento sobre o audiovisual em Santa Catarina, procurando mapeá-lo e diagnosticá-lo em termos econômicos e institucionais”, explicou a professora.

Conclusões

Os resultados do mapeamento foram apresentados em maio de 2022 e, entre as conclusões, apontou que o setor audiovisual catarinense cresceu 429% em 10 anos, entre os anos de 2010 e 2019, e que o segmento chegou a gerar R$ 116,8 milhões em ICMS para Santa Catarina, saindo de R$ 40 milhões em 2011 para R$ 116,8 milhões em 2017 – um salto de quase duas vezes e meia.


O estudo ainda apontou que o audiovisual catarinense recebeu, em dez anos, mais de R$ 100 milhões em recursos federais para o desenvolvimento do setor e levantou que Santa Catarina possui 15 cursos superiores para o audiovisual, que impactam positivamente na oferta de profissionais e na qualificação do mercado de trabalho. A íntegra do documento “Retratos do audiovisual catarinense – Economia e Políticas Públicas” pode ser acessada em https://abre.ai/retratoaudiovisual


“No contexto de expressiva expansão na última década do número de agentes do audiovisual, cadastrados na Agência Nacional de Cinema (Ancine) em escala catarinense, a capacidade e a potencialidade produtiva e criativa desse setor traduzem-se em estruturas ativas e vibrantes em diferentes regiões do Estado. É crescente a diversidade dos modelos de negócio dos produtores de conteúdo audiovisual em Santa Catarina”, observou a coordenadora do trabalho.

Mercado de games

O levantamento ainda detectou o investimento na formação de profissionais para o mercado dos games. O Estado, até o segundo semestre de 2021, contava cinco cursos superiores em games, localizados nos municípios de Florianópolis, Balneário Camboriú, Chapecó, Joinville e Criciúma, que formaram, até aquele período, cerca de 450 profissionais.

“É reconhecida, no seio do segmento de games local, a relevância da proximidade entre a infraestrutura audiovisual e a tradição em desenvolvimento de software registrada em Santa Catarina, notadamente em Florianópolis, como fator de impulsão das atividades enfeixadas no desenvolvimento de jogos eletrônicos”, ressaltou Catela.

Primeiro

O projeto foi resultado da participação do conjunto de pesquisadores no Edital da Fundação Catarinense de Cultura – Modalidade: Promoção, Estudo e Circuito de Exibição Audiovisual Catarinense. Além da professora Eva, também integraram o grupo de trabalho os professores do curso de Cinema Alfredo Manevy, do curso de Cinema; Hoyêdo Nunes Lins, dos programas de pós-graduação em Economia e em Relações Internacionais; e Caroline Mariga pesquisadora e realizadora audiovisual graduada em Cinema pela UFSC.

“Esse é o primeiro estudo feito em Santa Catarina que reúne economistas e pessoas ligadas ao campo do cinema, do audiovisual, que juntaram esforços para desenvolver uma metodologia nova para auferir os dados econômicos e institucionais”, comentou o professor Alfredo Manevy.
“Por conta dos depoimentos obtidos junto às empresas, a pesquisa deixou clara a grande importância de interações estreitas entre os processos de formação profissional e a dinâmica do mercado de trabalho para qualificar a produção audiovisual em diferentes sentidos”, observou a professora Eva Catela.

A ideia agora é partir para uma segunda etapa – ainda sem previsão, no entanto. “Seria recomendável uma estrutura apropriada para a formulação, fomento e gestão da política audiovisual e dos valores gerenciados, que demandam crescente atenção do acompanhamento e monitoramento de resultados, o que poderia trazer uma segunda etapa do projeto”, destacou a coordenadora.

PROJETO: MAPEAMENTO E ESTUDO DO SETOR AUDIOVISUAL CATARINENSE / COORDENADORA: Eva Yamila Amanda da Silva Catela / evadasilvacatela@gmail.com / UFSC / Departamento de Economia e Relações Internacionais / CSE / 4 participantes


* Esta reportagem integra a edição 14 da Revista da Fapeu que está disponível em http://tinyurl.com/RevistaDaFapeu2023

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